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terça-feira, janeiro 19, 2010

Hiroshima meu amor

"O que poderia fazer o turista, se não, justamente, chorar?" *

O turista pode sempre esquecer...

* Hiroshima mon amour

quinta-feira, novembro 12, 2009

Queria ser figurante deste filme e gritar "I can Hardly Wait" *

"Lips cracked dry
Tongue blue burst
Say angel come
Say lick my thirst
It's been so long
I've lost my taste
Here Romeo
Make my water's break"

* O "Strange Days" é só pérolas, a Juliette Lewis a cantar PJ Harvey é uma delas.

sexta-feira, outubro 30, 2009

Um workshop. Quero um workshop para falar à Chungking Express. Como é que ninguém se lembrou disto antes? Quero um workshop e a partir daí vou tornar-me empático com sabonetes que engordam, sumos de ananás quase fora do prazo e toalhas que choram. Vou sair para a rua e os meus olhos vão delimitar microcosmos e as palavras vão soar a sonhos. Tenho tantas saudades deste filme.

quinta-feira, outubro 15, 2009

quinta-feira, setembro 10, 2009

"I've seen things you people wouldn't believe"*


in loop, até adormecer.


* "Blade Runner"

sexta-feira, agosto 28, 2009



Já abordei o Eternal Sunshine of the Spotless Mind aqui. Se pudesse, colava esta cena à minha pele e revivia-a centenas de vezes. Servia-me dela como um elemento, como nos servimos do sol, do vento, de uma vista para a cidade ou do mar. Um objecto de contemplação que nos protege...
A cena fica guardada aqui no 5 Years. Já a música cantada pelo Beck, vou pô-la no bolso, formato mp3.

terça-feira, junho 02, 2009

someday

e depois do arco-íris dizem que vem o sonho. a esperança. depois do arco-íris ou de um punho fechado. ou de um sorriso. para lá. o ignóbil esforço. luta. força. há o descanso, a calma, a felicidade. "somewhere..."

ainda não percebi porque é que gostei tanto do "Milk". para além de tudo o que possa ser óbvio... há qualquer coisa de onírico - brr, nem devia usar esta palavra, de tão mal que a compreendo - estava a dizer que há qualquer coisa de onírico no "Milk" como existe no Corto Maltese, ou em muitos outros objectos em que me perco devido ao fascínio.

é o material dos sonhos.

espera-me pelo menos mais uma dezena de visionamentos, se calhar 30 (e mais cinco anos), antes de voltar a este assunto. algum dia...

quinta-feira, abril 23, 2009

On the verge

Qual é o teu nome, música favoríta, cor?

olhar para o céu sem perder a oportunidade de ver chover sonhos

make a wish...

segunda-feira, abril 20, 2009

De repente

ou subitamente. A memória...

"My son, Sebastian and I constructed our days. Each day we would carve each day like a piece of sculpture, leaving behind us a trail of days like a gallery of sculpture until suddenly, last summer."



A beleza que enforca.

De repente. Subitamente.


Construíamos os nossos dias. digeríamos as pessoas.

my son, Sebastian and I. a nossa beleza - fulgurante, permanente.


until... sud...n..ly. o Verão. a memória que enforca. o horror.

domingo, janeiro 11, 2009

Mission Accomplished

Quatro anos depois, o Closer causa-me quatro vezes mais incómodo do que quando o vi pela primeira vez.

segunda-feira, dezembro 15, 2008

Happy // Together













vamos culpar Buenos Aires? ou o quarto pequeno com pulgas; ou a cascata gigante no final da longa estrada, no meio do mapa. invisível.

vamos culpar a despontuação dos dias? ou o compasso do tango. próximo, junto, colado, suado, impossível.

vamos certamente culpar o gravador de cassetes. o choro convulsivo, as lágrimas que ficaram coladas na fita, que foram atiradas para um mar a partir de um farol longínquo, que desapareceram na ponta de um comboio veloz, numa cidade que fica do outro lado do mundo.

segunda-feira, novembro 03, 2008

Before night falls - Antes que anoiteça

Se alguma vez viajar para Cuba e desaparecer, culpem este filme.


Fui objectivar a liberdade onde é mais palpável, quando a proíbem.


Fui em sonhos saber o que é escrever por vingança, gritar por direito, amar por definição.

sábado, setembro 13, 2008

A repressão do desejo

"Though nothing can bring back the hour of splendor in the grass, glory in the flower, we will grieve not; rather find strength in what remains behind."

* Splendor in the grass. 1961

segunda-feira, setembro 08, 2008

"Everybody's gotta learn sometime"

Joel: I can't see anything that I don't like about you. Clementine: But you will! But you will. You know, you will think of things. And I'll get bored with you and feel trapped because that's what happens with me. Joel: Okay. Clementine: [Pauses] Okay.*

Wait. Don't walk. Não te movas, respira por um bocado. Wait, outra vez. Pára o passo, olha só para trás uma vez mais. Por trás de mim, da parede que me impediu de fugir, da casa, do mundo. Change your heart. Desafoga a mente, e talvez o coração, talvez... Espera um segundo, só um. Estaca, por mim. Pela praia de neve e pelo vento no mar...

* Eternal Sunshine of the Spotless Mind

quinta-feira, setembro 04, 2008

"Two fists of solid rock with brains that could explain any feeling"

Com o "My Blueberry Nights" voltei a ouvir o "The Greatest" da Cat Power como se fosse a primeira vez. Apaguei da minha memória emocional aquele mau concerto de Novembro de 2006 e a figura infeliz dela. E é como se de novo, a voz grave e letárgica da Chan Marshall viesse das profundezas de uma noite esquecida e me salvasse da angústia e a trocasse por nostalgia.

A voz da Cat Power é de alguém que já viveu coisas muito piores do que nós e só tem oportunidade de resgatar a pureza do mundo e de si própria quando canta.

"Once, I wan ted tobe the grea teeesst.. .. ... ...

terça-feira, julho 29, 2008

"Some men just want to watch the world burn"

E é desses que devemos ter medo.

Grande filme!

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

"Heaven knows, it's got to be this time"*

Lembrei-me de correr. Fugir de um sítio e ir atrás de outro. Correr para fora de nós próprios à espera de um ponto de chegada que seja outro eu.

Lembrei-me da Marie Antoinette da Kirsten Dunst a correr em direcção ao seu primeiro nascer do sol dos 18 anos. Da alegria e vontade em descer as escadas, em cair na relva. Do grito "So beautiful!" dito aos primeiros raios do sol.

De devermos momentos desses a nós próprios (com direito a frases feitas repetidas até ao infinito).

"Oh, I'll break them down, no mercy shown,
Heaven knows, it's got to be this time
Avenues all lined with trees,
Picture me and then you start watching,
Watching forever."*

E depois há um outro correr, muito mais carregado (mas não menos cinematográfico). Um correr em direcção à escuridão, vezes sem conta...


*Excerto da letra "Ceremony" dos New Order.

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Diálogo imaginado

- Sabes porque é que gosto do In the mood for love?
- Porquê?

- Porque a coreografia dos momentos é como a vida real: incansável, incerta e cruel. E não há finais felizes!

domingo, dezembro 16, 2007

As noites a quatro dimensões

A noite de sábado foi fria e quente e lúcida e louca. Cheia de olhares e corpos e vultos e sons. Presenteou-me com coincidências, como só as grandes noites de Lisboa esforçam-se por o fazer. Encheu-me a mente de fascínios por pessoas que podem muito mais do que eu. Mas foi suficientemente generosa para me mostrar que a liberdade pode se tornar num vício (juro que não quero citar o M. S. Tavares), numa escravidão.

Trouxe uma estrela, ofereceram-me uma noz e gravito com novas memórias que me tornam mais vivo. Como no filme Shortbus, a dignidade não pertence a esta equação.

Agradeço ao meu mano DJ e ao D.(J) amigo, por me terem raptado para esta noite. Levem-me na vossa bagageira para outras destas...;)