quarta-feira, setembro 19, 2007

Olhei para o lado. Ao longe a rua descia, o taxi não me deixou focar muito tempo o ponto mas foi o suficiente. Mentalmente fixei-me na curva que já não se via, na vegetação densa que já não existia, no fim de tarde quente em que o meu irmão me ensinou a andar de bicicleta naquela rua. Era um entardecer de Primavera, daqueles em que o sol estava prometido para o dia seguinte.

Em Setembro, tenho saudades de Maio.

domingo, setembro 16, 2007

Sim, é verdade, estavam dois caracóis a dar uma queca no Incógnito

A rentrée.

Não foi o começo das aulas ou do trabalho, nem as folhas caídas das árvores. A minha rentrée foi definida pela ida a locais conhecidos, nocturnos, com música e gente bonita, com amigos e conversa boa. As noites de sexta e sábado foram isso mesmo. Palmilhar ruas tantas vezes palmilhadas, atravessar portas antigas, respirar ambientes familiares, falar desbragadamente sem medo das paredes que por esta altura já ouviram todos os nossos segredos.
Por tudo isto, sexta e sábado acabaram no Incógnito. Onde mais? Descer a rua, à esquerda, uma porta preta, uma troca de "boas noites" e um sorriso. Do lado de lá, um espaço vermelho e negro com a música certa para os ouvidos. Sexta o local estava mais cheio e com pior música, mas sábado, foi a melhor visita dos últimos tempos. Dançar até morrer - a melhor rentrée...:)
Mano, quando é a próxima? ;)

segunda-feira, agosto 27, 2007

Por onde vou passando

Fui. Vim. Vou e hei-de vir para tornar a ir e finalmente voltar e ficar. Nos intervalos fui deixando. Deixei de estar, de pensar, de arrumar, de postar, de fazer. Fui me deixando aos poucos, em metades, por onde ia passando. Correndo o risco de acabar num ponto infinitamente pequeno no meio da minha memória, do meu passado e futuro.


Volto em Setembro com a vã esperança que depositamos em todos os Verões, voltar renovado.

terça-feira, agosto 14, 2007

Como se tem falado muito de marinheiros por aqui...


... aqui vai o meu marinheiro favoríto.

Adorava saber se está a chover em Paredes de Coura...

quarta-feira, agosto 08, 2007

Smile and wave...

... or the 3 new Ss - simplicity, spontaneousity and stupidity

... or "really? no joking!?..."

Fighting for a new me. Mode on.

Aqui mandó marinheiro

Obrigado pelas palavras da outra noite STOP Significaram muito STOP É sempre um prazer esbarrar contigo por essas noites fora STOP A sério STOP Keep in touch STOP :) STOP

segunda-feira, agosto 06, 2007

O mundo cosmopolita do século XXI está patente na minha sala. A antiga empregada cá de casa, Angolana, acabou de entrar para visitar a minha avó, Portuguesa, e deu um beijinho à actual empregada que temos, originária da Geórgia. Neste momento estão todas em amena cavaqueira. Resolvi fugir da sala, corria o risco de me emocionar com tanta modernidade junta! Aqui, posso escrever estas linhas e continuar a ouvir os risos delas...

The National - Sudoeste

Dois problemas:

O Matt Berninger estava demasiado bêbado.
Eu estava demasiado consciente.

sexta-feira, agosto 03, 2007

Eu que me estou sempre a cortar...


... de ir ao Porto, por estupidez assumida, desta vez é que é! :)

Dali no Palácio do Freixo, 250 obras!

Via Gelado de Groselha.





Não ando à procura de uma experiência espiritual, mas descortinar linha a linha oitocentas e muitas páginas sobre Alexandria - onde o pó, o suor e os corpos são imagens que afloram recorrentemente à cabeça, em pleno Agosto, no meu sótão, sob o risco de desidratar, ter febres e delirar, pode muito bem acabar nisso...:P

Recomeçar,


agora com tempo e espaço, em Inglês. Para absorver cada frase, para me inundar em fragrâncias, para me submeter às obsessões de Durrell. Durante o tempo que for necessário...

quinta-feira, agosto 02, 2007

Sinonímias

O dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (O que estava mais à mão, do meu lado direito. Tinha olhado primeiro para o Priberam mas pareceu-me pobre), diz que:

Snobismo: 1 atitude de quem despreza o relacionamento com gente humilde e imita, geralmente de maneira afectada, o gosto, o estilo e as maneiras de pessoas de prestígio ou alta posição social, e/ou assume ares de superioridade a propósito de tudo. 1.1 sentimento de superioridade exacerbado. 1.2 gosto excessivo, geralmente afectado, pelo que está na moda, inclusive trivialidades.

Elitismo: 1 liderança ou domínio por parte de uma elite 2 crença na legitimidade dessa liderança ou domínio e defesa dos seus valores e prerrogativas 3 consciência de ser elite ou membro de uma elite 4 descriminação social e/ou cultural que resulta do elitismo // política que visa antes de tudo à formação e selecção de uma elite intelectual, de sentido pejorativo.

(Sendo elite: 1 o que há de mais valorizado e de melhor qualidade, especialmente num grupo social 2 minoria que detém o prestígio e o domínio sobre grupo social.)

Superioridade: (o 1 e o 2 não estão dentro do contexto) 3 característica do que se julga melhor do que os outros.

Isto tudo devido a uma conversa mais ou menos acesa acerca dos conceitos acima, do que se é e do que não se é, daquilo que é legítimo ser, daquilo que é horrível ser-se... Onde acaba o direito de escolher e começa o comportamento elitista? quando é que se passa a ser snob? quando é que a superioridade acaba por descambar no desrespeito? quando é que atravessamos a linha ténue de mostrar uma opinião para passarmos a impor essa opinião? Como nos comportamos relativamente ao mainstream? A discussão esteve sobretudo focada na música, mas foi bater a outras portas...

quarta-feira, agosto 01, 2007

Este moço,


... tem um novo álbum agendado para 25 de Setembro, chamado Smokey Rolls Down Thunder Canyon, desta vez Devendra Banhart até canta em Português. Passei pelo myspace dele para ouvir o que nos espera e não há dúvida, o senhor continua a produzir material bom. Recomenda-se o tema Tonada Yanomaminista (alguém me traduz o significado?!). Todas as sextas-feiras ficam disponíveis duas músicas novas, até o álbum sair. Por isso, aproveitem!

Campismo e arredores

Foram os detalhes que me chamaram a atenção. A mão que segurava no corpo esguio do copo de vinho branco, o cabelo grisalho do homem sentado no sofá da sala, as calças que terminavam nos pés descalços que não tocavam no chão, o galgo deitado com o ar reverente dos galgos, a tarde a pôr-se... A sala estava a meia luz, não percebi se o homem estava a olhar cá para fora ou para algum objecto no outro extremo da pequena sala. Mas o conjunto pareceu-me irreal, no meio das centenas de casas brancas de contraplacado, cheias de famílias - Pai, Mãe, Avós e Netos envolvidos em barulhos e cozinhados, aquele homem era a antítese do parque. Naquela esquina a vida era temperada de outra forma, o tempo trabalhava a favor, o dia estava cheio de rituais e respirações. O homem tinha outro ritmo, a sabedoria parecia estar do lado dele.


Os parques de campismo são um caldo rico para qualquer observador. Passei o fim-de-semana passado a fazer campismo virado para o mar. Mas em terra não pude deixar de notar no universo denso que a vida de um parque de campismo constrói. Este foi apenas um pormenor.
Relembrem-se de um Verão qualquer dos anos 70, falo dos anos 70 porque não estava vivo. Por isso posso recordar de uma forma cristalina as sensações que quero. Dos filmes, das iconografias, das longas imagens de uma praia quente, com tons pálidos mas preenchida por sensações cheias. Onde a cor e o preto e branco se misturam criando um mood único. O "Lust" dos The Raveonettes pôs-me assim, nostálgico por esse Verão dos anos 70. Ou será que foi dos anos 60? Não sei. Entretanto, fico à espera do novo álbum da banda.

quinta-feira, julho 26, 2007

Summer, holidays - Beach!

Segundo o weather do yahoo, os próximos quatro dias vão estar soalheiros, com as respectivas temperaturas, para um local próximo do sítio onde vou estar: 29º, 31º, 34º, 34º (tive que converter o valor para celsius - se-ca!). Não, reparem, isto são temperaturas de Verão! :D Sou um sortudo! Vai ser areia, ondas e repouso. Levo quatro pilhas AAA para alimentar o meu creative, levo boa disposição, livros, o Uno, protector e etc, muito etc... (mmmhh, isto pertencia a uma publicidade qualquer). Volto segunda, com posts fresquinhos.

terça-feira, julho 24, 2007

Música, adolescência e os 90's


Os meus anos 90 não foram os do Grunge, foram outros. Lembro-me da morte do Kurt Cobain ainda ia eu no meu longínquo 6º ano - cheio de correria e de simplicidade. A morte do vocalista dos Nirvana não me pôs a chorar nem retirou a minha fé na humanidade como fez ao Nate Fisher - soou somente distante mas com a necessidade real de um "A sério?", como tinha ocorrido três anos antes com a morte do vocalista dos Queen - esta bem diferente, mas que eu, na minha inocência dos 11 anos, tinha posto tudo no mesmo saco.

Os anos 90 foram correndo, e só três anos mais tarde, já afagado pelos sobressaltos da adolescência é que me veio parar à mão uma cassete gravada (ah, esses tempos...!) do Nevermind. A voz do Kurt Cobain entrou finalmente no meu quarto, mas sejamos honestos, com muito menos impacto do que uma Alanis Morissette ou do que um Leonard Cohen (a primeira tornou-se alvo de obsessão com o seu Jagged Little Pill, o segundo pus para contrabalançar e não mostrar só o meu lado semi-piroso de pré-adolescente).

Isto tudo porque, à conta do último álbum de família da radar - o In Utero, dos Nirvana, não pude deixar de pensar no facto do Grunge me ter passado ao lado, embora tenha tocado de perto muito boa gente da minha idade e que me rodeava. A minha energia teenager iria encontrar outra fonte de obsessão e de descoberta, que me deu para horas de reflexão, de olhar vítreo e de admiração extraordinária.

Estava a meio do secundário, quando a proximidade da produção de uma peça de teatro chamada "Cowboy Mouth", de Sam Shepard, veio tirar o pó a uma data de discos de vinil antigos que pertenciam aos meus irmãos, nomeadamente do David Bowie, e ao gira-discos que existia cá em casa. A iconografia só por si já valia a pena, mas toda aquela música do princípio dos anos 70, associada ao Glam rock, veio tocar no nervo certo. Foram dois ou três anos a descobrir a discografia do Bowie (que não parou, para bem da minha sanidade mental, no Glam), outros autores da geração, a onda neo-glam com os Placebo e os Suede e o Velvet Goldmine - o filme mítico de Todd Haynes. Passei o 12º ano a estudar para os exames e a ouvir os vinis do Bowie, lembro-me das noites frias de Inverno (valentes frieiras que apanhei nesse ano!), a parar o estudo, ir até ao gira-discos, virar o disco, pôr play, acertar agulha e começar a ouvir - "This ain't rock'n'roll. This is genocide!", Diamond Dogs in loop - how cool is that?

segunda-feira, julho 23, 2007

Pala, esta é p'a ti

Cinco livros em corrente, certo? *Sigh* Ando tão desinteressante que três deles são técnicos, o quarto uma releitura e o outro é um comics, do Capitão America, mas ganho pontos por ser a edição americana paperback.


Lá vai:


O que é o jornalismo - Nelson Traquina


Sobre a Televisão - Peter Bourdieu


Jornalismo: Questões, Teorias e "estórias" - Nelson Traquina


Os Despojados - Ursula Le Guin, Ficção Científica da boa!


Winter Soldier vol 1 - Ed Brubaker, Comics dos Bons!



Os livros técnicos, são... livros técnicos. :P Não falemos sobre isso. A Ursula Le Guin é espectacular. O Capitão America depara-se com um big issue.

Gente, estou com baixas capacidades para escrever. Hoje fico por aqui.

sexta-feira, julho 20, 2007

Ouvir...

... o "Not even jail" dos Interpol e olhar para o amanhecer, através da janela, é uma óptima maneira de se começar o dia. :)

quinta-feira, julho 19, 2007

Peter, Bjorn & John em Paredes de Coura

Via blitz. Buãhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

quarta-feira, julho 18, 2007

Gosto destes gajos


Riem-se dos outros e também se riem deles próprios. Ah, e dão cor ao meu blog. Só bónus!

Now, sem retórica

Porque é que Lisboa é tão pequena?

terça-feira, julho 17, 2007

Tenho dez...

... caixas de ameixas à minha esquerda. Será que se pode morrer de ameixominose?

Os outros

Tenho tendência para me deixar hipnotizar por tudo aquilo que me fascina. Às vezes toca na obsessão. Mas tento guardar para mim esses lugares mentais, para não chatear os outros, se calhar sem sucesso. Quem me conhece sabe do que eu sinto por esta série. É só um exemplo, entre muitos. Apesar de gostar que as outras pessoas tenham fascínios comuns, vou tentando libertar-me dessas pequenas angústias... Entretanto, mesclo-me com aquilo que me hipnotiza, sinto, emociono-me, vivo com essas mensagens repetidas que não me canso. Tenho a secreta fantasia de que quanto mais tempo gastar a absorver um objecto, mais pormenores retenho, mais o compreendo e mais me compreendo.

E os outros?

Os outros são muitos. Dividem-se em muitas células. Família, amigos, amigos que são família, amigos mais longínquos, conhecidos, conhecidos com um desejo secreto de passarem a ser amigos, antigos amigos que deixaram do o ser, desconhecidos, família afastada, gente que não queremos ver por perto, gente indiferente, conhecidos de uma só noite, conhecidos com quem se está sempre bem, desconhecidos que já foram incrivelmente próximos, etc, um etc vasto.

E os outros?

Descobri à relativamente pouco tempo que os outros podem tornar-se objecto real e fascinarem-me da mesma forma. Não quero coleccionar outros, acho horrível coleccionar pessoas, as pessoas são livres, são para verem e serem vistas, são para existirem - uma autonomia integrada num mundo. E este fascínio quer transformar-se em afecto mas pode não acontecer, assim como o afecto que tenho por pessoas não significa necessariamente fascínio.
Essas tais pessoas, vejo-as com uma nitidez absurda. São completas em detalhes. São detalhadas. Mostram no rosto, nos gestos, naquilo que vestem, nas ideias que dizem, densidades coloridas, com formas entrecruzadas, que se deformam mutuamente. Vêem e olham e retiram pormenores que usam e transformam, que agregam e projectam. São um imaginário. Andam únicas pelas ruas, constroem-se. Estão vivas. Tornam o que está morto, incandescente, dão um motivo para que o que está morto, exista.

Continuam a ser pessoas, com defeitos e feitios. Mas vê-las e revê-las é sempre um prazer... Com um bocado de sorte mantêm-se assim até ao final da sua vida.

quinta-feira, julho 12, 2007

It's summer, baby!

"Sunshine, we all see the same sky"

Belle and Sebastian - "Song for Sunshine"

ness

Gosto do "ness" inglês que dá para acrescentar a qualquer adjectivo e inventar um novo estado de alma. Há o "coolness", o "tenderness", o "bitchness", etc, etc... Qualquer palavra ness não precisa de mais nada para significar uma sensação. Aliás, não sei porque é que não inventeram t-shirts só com este tipo de palavras... "Hoje sinto-me um gajo cool!" - toca a pôr a t-shirt lilás, com letras em prateado a dizer "Coolness". Estas cores dariam mais para um "Kitchness", ou "Tastelessness", não sei... E depois, facilmente poderiamos produzir estados de espírito mais complexos, como "sadness" com "boringness", que traduz muito bem aqueles finais de tarde de domingo, em que o desalento e a preguiça transformam-se num je ne sais quois depressivo. E acabamos em frente à televisão a ver o primeiro programa que aparece com uma sensação de repugnância, que nunca temos a certeza se é em relação ao programa ou a nós mesmos - "discustingness", neste caso.

Esta conversa toda para dizer que eu hoje sinto, vá, uma certa "loneliness", com "worriness" e "tiredness". E isto está tudo a um grau de se transformar em "desperateness". Mas pronto, amanhã será outro dia. Há que cultivar o "tomorrowness" que há em nós...

terça-feira, julho 10, 2007

Interessa-me a liberdade do espírito.

domingo, julho 08, 2007

Então e o SBSR?

Bem, por onde começo? Houve os concertos, houve o alcatrão imenso, houve o palco, houve o assobio dos Peter, Bjorn and Jonh over and over, houve os Scissor Sisters (que mais uma vez, alguém se baldou...), houve os gajos que andavam carregados com cerveja, houve os encontros e desencontros com as pessoas, houve os pés doridos, houve as WCs (que até estavam em bom estado), houve os ausentes, houve os The Gossip (A gossipa rules!), houve gritos como "Chuchu!", houve químicos, houve bifanas para jantar, houve o sapo, houve ofertas de música por telefonema, houve Clap your Hands and Say Yeah - Yeah!, houve as mensagens por telemóvel a dizer "Estou do lado esquerdo, perto do corredor central a três metros do palco.", houve aqueles que não conhecemos mas que os vemos todos os dias, houve bolinhas de sabão, houve companhia, houve os Interpol (snobs que não cantaram o C'mere - não, a sério, Interpol foi brutal! eu sou daqueles que gosta de ouvir as músicas iguais ao álbum e passar pela mesma paleta de emoções, mas agora rodeado de gente...), houve a frase "Ganda concerto!" umas quantas vezes, houve conversas animadas nas idas e vindas de casa, houve boleias, houve muitos "Obrigado!" com accent, houve silhuetas de mulheres que não paravam de dançar - o Okereke até fez uma piada engraçada com isso, houve os encontros no lado esquerdo, houve desencontros no lado esquerdo, houve o brinde mais divertido que eu vi feito com quatro chupa-chupas, houve Arcade Fire (eles voltam e eu vou vê-los! De-mais!), houve gente que já não via há dois anos, houve pessoal com cartazes a dizer coisas estranhas, houve a necessidade de comprar roupa, houve bom ambiente, houve uma ligação emocional com o espaço (mesmo que o festival só tenha durado três dias), houve LCD Soundsystem, houve LCD Soundsystem, houve LCD Soundsystem... "New York I Love You But You're Bringing me Down!".

Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

Eh pá! Ouvem-se as moscas, por aqui...