terça-feira, abril 17, 2007

Órbitas

“Come with me, come with me
We’ll travel to infinity”

Klaxons - Gravity's Rainbow

Os eventos com (des)conhecidos não dão um aspecto circular ao mundo, temo que nesta vida nada se feche. Mas na minha realidade pobre, escorrego por aí de encontro aos desfechos inacabados das outras pessoas. Sinto-me um electrão parvo e saltitante que se mastiga a si próprio por mastigar os outros. Afinal, somos tão poucos…
Por isso a ascensão ao infinito parece ser um sonho só revelado aos Klaxons. A mim, resta-me a clausura dos bares nocturnos lisboetas, que me nivelam por baixo com os seus olhares. E é estranhamente no despertar caseiro que posso ouvir a voz do Jamie Reynolds sem interferência.

2 comentários:

Kraak/Peixinho disse...

Penso que a ascensão ao infinito é apenas alcançada pelas estrelas. Elas, vivas, ultrapassam a realidade e governam os mares. Resta-nos apenas a descendência, mesmo de uma assistência que olham e só espreitam pelas estrelas cadentes.

Hugzz com buzinas

Randomsailor disse...

Não.... os klaxons também conseguem chegar ao infinito, senão não seriam os klaxons...

Até acredito que seja fácil, isso do infinito, não é só para as estrelas, basta deixar saltar a tampa. Eu é que tenho problemas para conseguir isso. Sou um gajo preso.

Abraço